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Caso Adalberto: morte de empresário completa cinco meses e segue sem resposta

Os laudos apontam morte violenta por asfixia. Até o momento ninguém foi preso

Da redação
DA REDAÇÃO

04/11/2025 • 01:39 • Atualizado em 04/11/2025 • 01:39

Caso Adalberto: morte de empresário em autódromo completa cinco meses

Caso Adalberto: morte de empresário em autódromo completa cinco meses

Reprodução/Band

Após cinco meses de investigação, a polícia de São Paulo ainda não sabe quem matou o empresário Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo.

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Nenhum suspeito foi identificado ou preso. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que as investigações sobre o caso prosseguem sob sigilo.

Noite do crime

O empresário desapareceu no dia 30 de maio, depois de ir a um encontro de motos no autódromo. Já era noite quando ele se despediu dos amigos, disse que iria para casa e se dirigiu ao local onde seu carro estava estacionado. Ele não chegou em casa e não foi mais visto.

O corpo foi encontrado três dias depois no interior do buraco pelo funcionário da obra. O caso é investigado como assassinato.

Quais as linhas da investigação?

Imagens de câmeras de segurança do autódromo mostram o empresário caminhando em direção ao local onde o carro estava estacionado. No entanto, não há imagens do trecho percorrido por ele até o momento em que teria sido abordado.

A polícia afirma que Adalberto teria que dar uma volta para chegar ao estacionamento, mas pode ter cortado caminho por um local não coberto pelas câmeras.

O corpo foi achado em um buraco de 3 metros de profundidade por 45 centímetros de diâmetro na parte mais estreita. Adalberto vestia blusa e capacete, mas estava sem as calças e os tênis, o que indica que pode ter lutado com possíveis agressores.

A polícia está usando um software de Israel chamado Celebrite para tentar ajudar a desvendar o caso. O equipamento está sendo usado para extrair dados de computadores e celulares apreendidos com Adalberto, um amigo, dois produtores e sete seguranças do evento.

Morte por asfixia - o que se sabe até agora?

Os laudos apontam morte violenta por asfixia. Como a carteira, o celular e o carro não foram levados, a polícia descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). A investigação já ouviu testemunhas, entre elas os amigos que estavam com ele na festa, e parte dos seguranças que trabalhavam no evento.

As análises da perícia, entretanto, não ajudaram no esclarecimento do caso. Um deles indicou que Adalberto não tinha consumido álcool ou drogas. Outro apontou que marcas de sangue achadas no carro eram antigas e não tinham relação com sua morte. A polícia elaborou mapa e croquis dos percursos possíveis feitos pelo empresário na tentativa de apurar o local da abordagem.

Adalberto tinha 35 anos, era casado com Fernanda e dono de uma rede de óticas. O crime está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da capital paulista.

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